Mondo Paura - Um Blog para Cinéfilos Extremos de Marcelo Carrard


03/03/2007


BOCA DO INFERNO GOES TO SOUTH KOREA

 

Nessa semana o meu querido Site BOCA DO INFERNO comandado pelo xará Marcelo Milici destaca o Cinema Fantástico da Coréia do Sul com dois artigos destacando o surpreendente THE HOST e o belo ACACIA. O primeiro artigo foi escrito por João Pires Neto e o segundo por mim. Outros destaques dessa semana são: Um perfil do lendário ator Cristopher Lee, escrito por Gabriel Paixão, críticas dos filmes O Motoqueiro-Fantasma e Altered, escritas por Viviane Franca e Renato Rosatti, uma Promoção Exclusiva do filme Número 23 e muitas novidades, trailers, imagens e notícias sobre Grindhouse,  Seed, O Albergue 2 e com direito a imagens de Halloween do Rob Zombie com duas fotos do novo Michael Myers: quando garotinho e já adulto e mascarado. Divirtam-se.

Escrito por Marcelo Carrard às 14h04
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02/03/2007


Não Percam!!!

A Biblioteca Municipal Prefeito Prestes Maia apresenta a Mostra “Cinco Visões de Nosso Cinema”. Exibição de cinco clássicos do cinema brasileiro. Palestras. Debate com o público. Cópias em 16 mm. Todos os sábados de março. Gratuito!
Organização: Sergio Luiz de Andrade e Vinícius Del Fiol.

Av. João Dias, 822 - Santo Amaro
Tel.: 5687-0513
Lotação: 150 lugares

Dia 03/03 – 13:00 hs.

O Cangaceiro (idem, BRA, 1953)
Palestra de Vinícius Del Fiol
Direção: Lima Barreto

Dia 10/03 – 13:00 hs.

Palácio dos anjos (idem, BRA, 1970)
Palestra de Andréa Ormond e Eduardo Aguilar.
Direção: Walter Hugo Khouri

Dia 17/03 – 13:00 hs.

Ato de violência
(idem, BRA, 1980)

Palestra de Marcelo Carrard.
Direção: Eduardo Escorel

Dia 24/03 – 13:00 hs.

A baronesa transviada
(idem, BRA, 1957)

Palestra de Matheus Trunk, com a presença do montador do filme Mauro Alice
Direção: Watson Macedo

Dia 31/03 – 13:00 hs.

O Anjo loiro
(idem, BRA, 1973)
Palestra de Matheus Trunk, com a presença do diretor Alfredo Sternheim.

Direção: Alfredo Sternheim

Escrito por Marcelo Carrard às 10h02
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27/02/2007


Então, chegou mais um aniversário. Dizem que em números terminados em zero é necessário o dígito 1 para que uma década ou um século se inicie, então agora estou oficialmente na casa dos 40 ao completar hoje 41 verões. A chamada Idade do Lobo me trouxe a sabedoria e o prazer de sentir que agora começa a Aventura...

Há vinte anos atrás achava que quando chegasse aos 40 estaria em um lugar e em um mundo totalmente diferente do qual me encontro agora, mas não me arrependo de nada, pelo contrário, como sempre fui movido pela paixão ao invés da razão, percorri caminhos mais pedregosos, mas muito mais gratificantes, em busca da sinceridade, da verdade e da liberdade de ser quem eu sou, custe o que custar...

O último ano foi uma verdadeira Montanha-Russa. Muitos momentos tristes, com rejeições, vetos, puxadas de tapete, MAS com muitos momentos grandiosos. Houve a polêmica exclusão de meu Blog da Liga, episódio nebuloso até hoje, mas houve o Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre em sua segunda edição onde passei dias luminosos com grandes e verdadeiros amigos que realmente amam o Cinema e lutam, militam pela verdadeira Cinefilia. A noite histórica da exibição de Cannibal Holocaust, com uma platéia fantástica e o debate em seguida onde eu o Don Thomazzo e o Verardi discutimos os desdobramentos dessa grande Obra-Prima, vai ficar para sempre na minha memória, foi um momento muito especial que sempre me emociona quando lembro dele. O ultimo ano foi o do meu “Divórcio”, depois de 11 anos de um casamento que foi a experiência mais gratificante e sublime de toda a minha vida, foi difícil, mas agora com o Lobo configurado estou pronto para um novo e avassalador amor que só os piscianos podem proporcionar. Mas foi um ano também de grandes filmes como Taxidermia, Viagem Maldita, Ils, como O Labirinto do Fauno, esse exemplo de que o Cinema de Autor está mais vivo do que nunca e a poesia dos extremos também. Foi o ano de Brokeback Mountain, de O Crocodilo, do Abismo do Medo e todos os outros e 2007 já traz boas novidades com a chegada de La Terza Madre de meu ídolo máximo Dario Argento. Sem esquecer da recente Mostra John Cassavetes no Cinesesc que foi inesquecível.

Entre os risos e as lágrimas, a luz e a sombra, nessa reflexão de aniversário procuro enxergar esse ano que começa sem expectativas, deixo o destino, os Deuses me guiarem em sua sabedoria. Sementes plantadas ano passado já florescem para mim como a minha humilde participação no ótimo Site Boca do Inferno que completa seis anos em 2007 e na minha querida Zingu desse menino genial, talentoso e principalmente generoso chamado Matheus Trunk que conseguiu unir uma família de amigos muito especiais. Que venham as tempestades, os dias de sol e principalmente o novo amor, é o presente que peço aos Deuses...

 

 

Escrito por Marcelo Carrard às 23h23
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26/02/2007


Pra Não Dizer Que Eu Não Falei Sobre o Oscar...

 

Nossa Senhora, o que foi aquela entrega do Oscar ontem, que coisa mais irregular, que cafonice aquela Celine Dion e aqueles discursos sobre o aquecimento global. Por outro lado teve momentos geniais como a apresentação dos roteiros onde se liam trechos originais dos roteiros mostrando sua específica cena rolando na tela, genial. O mundo inteiro presenciou uma das maiores injustiças de todos os tempos dessa cerimônia de cartas marcadas quando O Labirinto do Fauno perdeu o Oscar de Filme Estrangeiro para aquele filmezinho alemão careta e convencional. E o Oscar de Roteiro Original para aquela coisa do Miss Sunshine, outro filmezinho medíocre com seus clichês baratos e sentimentais, como ganhou o Oscar de roteiro Original concorrendo com O Labirinto do Fauno e Babel. Parece que a Academia quis dizer: “ Vcs mexicanos ficam no máximo com os Oscars de Fotografia, Direção de Arte, Maquiagem e olhe lá...” Os dois momentos mais fortes e emocionantes foram o discurso falado em italiano do Morricone e a entrega do Oscar de Melhor Diretor para Martin Scorsese por uma verdadeira Tropa de Choque. Os Oscars de Ator e Atriz foram justos embora todos estejam elogiando muito o Peter O’Toole em Vênus. Guillermo Del Toro merecia figurar entre os candidatos ao Oscar de Direção, no lugar daquele mala do chatérrimo Vôo United 93 ou 83 sei lá o nome daquilo.O Labirinto do Fauno é um filme milagroso por trazer de volta uma emoção há muito tempo perdida, em sua fábula de extremos. Mas até que foi divertido ver a Helen De Generis apresentando a cerimônia. Como Programa de Tv foi um dos mais chatos dos últimos tempos e como premiação teve as injustiças de sempre. O negócio agora é esperar Maio para o início do Festival de Cannes onde, mesmo sem a força de antes, o Cinema é tratado como Arte ao contrário do Oscar que trata o Cinema como produto.

Na foto abaixo vemos Los Três Amigos: Cuarón, Iñarritu e Del Toro.

Escrito por Marcelo Carrard às 10h43
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24/02/2007


PODEROSA AZUMI

 

Na noite quente que fez nesse sábado encontrei um remédio fantástico para enfrentar esses momentos de solidão intensa que estou vivendo, e que eu espero que acabem um dia, vendo no Max Prime/Cinemax o surpreendente AZUMI, adaptação do famoso Mangá homônimo dirigida pelo talentoso Ryuei Kitamura, o mesmo diretor do alucinado VERSUS. O filme tem belas imagens com muitos momentos de inspirada composição que revelam o grande esteta escondido em Kitamura. Da beleza mais elaborada, que flerta com o Cinema de Arte, o diretor também flerta com a linguagem Pop característica de muitos Mangas e animações japonesas. A figura da bela Azumi, a jovem que domina a luta de espadas, é muito interessante em sua composição neobarroca de figurino e cabelo segurando a fálica espada com a qual ela irá eliminar sem piedade os seus inimigos. No início lúdico vemos além de Azumi um grupo de jovens, todos discípulos de um Mestre que os colocará a prova de sua lealdade, treinando-os para serem assassinos implacáveis e corajosos. O teste onde eles tem de enfrentar e matar seus companheiros é muito intensa e com uma forte carga dramática. Os sobreviventes partem para uma missão que será também a descoberta de mundos desconhecidos. Azumi fica dividida entre a barbárie dos massacres que presencia e o mundo dos sentimentos nobres, da piedade e do amor. Mas quando ela precisa se tornar uma implacável assassina, usa com habilidade sua espada criando grandes momentos de ação e violência como na morte do homem após ela usar métodos bizarros de pescaria. A ação é quase ininterrupta. Lutas sangrentas e estilizadas surgem uma após a outra, melhores do que eu esperava. O encontro com os artistas de rua e a seqüência da vingança na floresta, conduzem Azumi até a descoberta de sua beleza e feminilidade, através de uma amiga que a veste e maquia como uma mulher, uma revelação para Azumi que se descobre naquele momento. Mas a realidade de sua natureza de assassina implacável, treinada por um grande Mestre, fala mais alto e as lutas continuam. Surge no filme uma andrógina figura de branco segurando uma flor vermelha que se revela um diabólico assassino e será o grande inimigo de Azumi no clássico Duelo Final. Essa figura andrógina é recorrente nos Mangas e surge tanto na figura de um diabólico assassino como na de um herói açucarado e romântico. Ao contrário de VERSUS, AZUMI é um filme com melhor acabamento em termos de produção e efeitos especiais. As cenas de luta são encenadas de maneira suave muitas vezes, sempre dramáticas e com muita atmosfera, auxiliadas pela trilha-sonora excelente e moderna, uma marca dos filmes do diretor. As seqüências finais da batalha, seguida do duelo tem uma certa irregularidade, mas nada que estrague o prazer do espectador. O diretor ainda guarda duas seqüências finais inesperadas, uma delas em um barco, que abrem passagem para a segunda parte do filme que eu ainda não vi. Foi um prazer e uma grande emoção ver esse belo filme que me fez vibrar e torcer pela heroína, me transportando para algum lugar do passado de sessões vespertinas de cinema onde eu vibrava com heróis e mocinhos que sempre, apesar de tudo, venciam os bandidos no final. Agora com o horário normal de volta ganhamos uma hora, que bom. AZUMI salvou minha noite, trouxe emoções boas, luminosas que acalmaram minha angústias. O Cinema tem essa capacidade, o BOM CINEMA claro, a capacidade de curar feridas do coração, ao menos por algumas horas...

Fiquei curioso agora para ver o segundo filme com as aventuras dessa menina guerreira, com sua espada implacável.

Escrito por Marcelo Carrard às 00h36
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