Mondo Paura - Um Blog para Cinéfilos Extremos de Marcelo Carrard


17/03/2007


ATO DE VIOLÊNCIA: CRÔNICA DE UMA SESSÃO DE CINEMA

 

Depois da sexta-feira de chuvas intensas que atingiram São Paulo, a manhã de sábado nasceu timidamente ensolarada. Ainda vivia a emoção profunda por ter visto na pequena Sala Maria Antônia o vibrante filme de Johnny To: EXILED aka EXILADOS, um banho de talento e autoria desse que figura como o grande Mestre atual dos filmes de ação Made in China, em minha modesta opinião, claro. Caminhei até a Nove de Julho, em um atalho aqui pertinho de casa e logo peguei o Ônibus Capelinha em direção a Biblioteca Prestes Maia. A viagem durou menos de trinta minutos e logo estava em meu destino. Como nem o Vinícius e nem o Sérgio Andrade haviam chegado almocei no Mac Donald’s, naveguei pela internet por lá até um pouco antes do meio-dia. Logo o Sérgio chegou e daí conversamos muito sobre os polêmicos incidentes dos últimos dias, sobre a “Fogueira das Vaidades onde todos saíram meio chamuscados” como diria o grande amigo Cristian Verardi. Após tomarmos um cafezinho e navegarmos na net começaram a chegar as pessoas para a sessão, de início encontrei o Jorge Eduardo Rubies com um amigo, ambos do grupo de guerreiros que lutam pela preservação da Memória Arquitetônica de São Paulo, como já comentei por aqui. Preservar a Memória em país ingrato como o Brasil é uma atitude de muita coragem e que merece o respeito e o incentivo de todos. Ver, em película o grande filme de Eduardo Escorel: ATO DE VIOLÊNCIA, foi um grande prazer. A cópia estava impecável preservando a fotografia excelente do Lauro Escorel. A interpretação do Nuno Leal Maia é muito boa, mostrando sua grande versatilidade. Como a trilha-sonora do Egberto Gismonti contribuiu para a força das imagens e as tensões das personagens. As cenas noturnas na Rua do Triunfo e imediações são belas e ao mesmo tempo melancólicas. Grande filme. No intervalo antes do debate fomos tomar um café e dar uma relaxada. Foi uma emoção muito grande estar naquele palco, com a tela branca e sagrada atrás de mim, falando sobre Cinema: da imagem inaugural do Psicopata em M, de Fritz Lang, passando por vários clássicos sobre serial killers reais, desdobramentos sobre o mito de Ed Gein, um pouco de psicanálise freudiana e o Trauma da Castração simbolizado pela Medusa. Serial Killers Brasileiros e latinos, Mulheres assassinas nos filmes Gialli e na Obra de Dario Argento, análise de Ato de Violência, sua estrutura narrativa, os atores e todos os elementos fílmicos e muito mais. Os debates com o público foram ótimos e no final algumas pessoas me cumprimentaram, o que me deixou profundamente comovido. Estava com uma sede de dar uma aula, um prazer que se Deus quiser terei de volta um dia. Depois eu e o Sérgio voltamos de carona com o Jorge Rubies e o amigo Rodolfo, acho que esse é o nome do menino. Andamos por ruas paulistanas sob uma chuva fraquinha, foi prazeroso além do bate-Papo, transitar por essa cidade que eu amo cada vez mais, a cada dia que passa. Foi uma boa sessão, um bom debate. As ausências me magoaram muito na hora. O Matheus Trunk não foi por causa de um compromisso meio do truque, está me devendo essa amigo, teria sido muito legal se vc estivesse por lá hoje, o Sérgio Alpendre infelizmente não foi por causa da enorme carga de trabalho que tem lhe deixado muito cansado, cuidado rapaz, se cuide, saúde é o principal, o resto se dá um jeito. O Aguilar não foi, uma pena também, mas o Vinícius devolveu para mim seu guarda-chuva que vc esqueceu quando voltou de carona com ele, junto com a Andréa Ormond semana passada, te lembra? Agora fico por aqui, curtindo minha solidão escolhendo filmes para ver até a madrugada e me preparando para escrever meus textos para a Zingu de abril que vai ser cabulosa, aguardem...

 

 

Escrito por Marcelo Carrard às 20h06
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16/03/2007


Sobre EXILADOS de Johnny To e ATO DE VIOLÊNCIA de Eduardo Escorel

 

Essa semana se encerra com a estréia de grandes filmes como o MARIA ANTONIETA. Mas um deles me chamou atenção especial. O filme EXILADOS do Mestre Johnny TO, super elogiado por experts amigos da Blogosfera, está em cartaz na Sala Maria Antônia, um novo espaço de cinema com preços populares (QUATRO REAIS), na Rua Maria Antônia 283, é a grande pedida da semana, com sessões a partir das 18h. Hoje vou até lá conferir. Amanhã tem a sessão de ATO DE VIOLÊNCIA de Eduardo Escorel, dando prosseguimento a Mostra organizada pelo Vinícius e pelo Sérgio Andrade onde após a exibição, em película, do filme, farei uma pequena palestra seguida de bate-papo informal com o público. Vai ser legal eu creio. Obrigado ao Sérgio, mais uma vez, pelo convite e pelos votos de sucesso da amiga sincera e verdadeira Andréa Ormond.

Escrito por Marcelo Carrard às 14h09
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14/03/2007


SONHOS COM XANGAI

 

Nessa noite chuvosa de terça procurei dar continuidade a minha reflexão sobre o recente Cinema Chinês mergulhando em um sensível Drama com fortes tintas históricas e nostálgicas intitulado SONHOS COM XANGAI. Dirigido pelo talentoso Wang Xiaoshuai somos transportados para o cotidiano de um povoado no interior da China onde uma geração pós Anos 60  nasceu fruto de milhares de migrantes forçados pelo Governo Comunista a deixarem grandes cidades como Xangai, para virarem operários. O filme é dedicado à memória dos pais do Diretor que foram operários migrantes forçados como os retratados no filme. Vemos em cena duas amigas: Qing e Xiao. A primeira recebe uma educação rígida do pai que sonha ver a filha em uma Universidade, além de contemplar o tempo todo a possibilidade de voltar para Xangai, sair daquele aprisionamento. Sua rigidez com relação a filha chega a ser incômoda, quase cruel. Xiao tem pais mais liberais, que não a controlam tanto embora assim como o pai de Qing, também sonhem com esse retorno a Xangai que surge como uma utopia distante de liberdade e prosperidade que os tiraria daquela existência árida e provinciana que tanto lhes causa incômodo. A amizade entre as garotas tem desdobramentos transformadores. Na seqüência do Baile é muito interessante de se notar os figurinos, principalmente os dos rapazes com calças Boca de Sino, camisas com grandes golas numa espécie de estilização de um distante Tony Manero de Os Embalos de Sábado a Noite. Os hits Disco que tocam no baile são uma agradável surpresa, confiram. A coreografia de um dos garotos que é o mais “Popular” de todos é muito divertida, mas até comovente em sua ingenuidade. A cena desse garoto com Xiao em uma moto diante de um telão na rua onde aparece um filme com uma banda de rock chinesa é sensacional. A seqüência os mostra diante da tal tela e seus rostos vislumbram por um instante o Cinema, a Rebeldia e o Sonho (Sentiu a citação Edu). Outro momento interessante é o percurso dos sapatos vermelhos que Qing ganha de um namorado: da violenta desaprovação do pai, até um encontro que irá mudar radicalmente sua vida. O filme me conquistou com sua simplicidade poética, a falta de grandes pretensões a não ser a de contar uma história sensível, verdadeira, com as dores e as alegrias da vida, a amargura do exílio forçado e a esperança com o nome de uma cidade: Xangai. Nos créditos finais profundamente emocionado tive a certeza de que acabara de ver um dos melhores filmes de 2007...

Escrito por Marcelo Carrard às 23h34
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CHI-LEUNG LAW’S KOMA

 

E em meio as “polêmicas” e alfinetadas, além de grosserias que rolaram nos últimos dias no fascinante mundo virtual cinéfilo, nada como uma pausa para se ver um bom filme de horror oriental, mais uma vez exibido no Cinemax, o melhor canal via cabo de cinema disponível no Brasil. Nessa noite quente de terça-me deliciei com um interessante thriller chinês de Chi-Leung Law: KOMA. A trama trabalha inicialmente com uma recriação da conhecida Lenda Urbana do incauto ou incauta que acorda de repente em uma banheira cheia de gelo sem os rins. O diretor começa a contar sua história com seqüências de forte e elaborado impacto visual que me remeteram diretamente a Brian De Palma. Vemos uma estranha jovem chegando sem ser convidada em uma festa de casamento. Ao receber o buquê da noiva outra jovem, a protagonista Ching, está alcoolizada e a câmera a acompanha até o banheiro onde tenta se recompor diante de um espelho e uma pia onde vemos em seguida a câmera nos transportar por canos até uma banheira cheia de gelo onde uma jovem nua se levanta com dificuldade sentindo uma ferida no lugar de um dos rins. A cena é bela, mostrando o elemento água e tensões cromáticas que acompanham esse elemento onde o corpo despido da jovem se destaca com delicadeza. A ação volta para Ching, ainda embriagada saindo do quarto da noiva e amiga e tentando se dirigir ao elevador. A estilização dos cenários é de grande efeito ao mostrar o corredor do hotel até o encontro inusitado entre Ching e a mulher despida em um dos quartos tentando sair. Quando as duas se confrontam a imagem de horror extremo faz Ching ficar paralisada e ao chegar perto do elevador vemos uma mão misteriosa com uma lâmina que por pouco não a degola pois Ching entra no elevador de tons dourados. Isso é só a abertura, os primeiros minutos. Law com certeza aprendeu com De Palma e outros mestres que todo thriller de suspense que se preze tem que ter uma abertura de impacto, deixando o espectador sem ar e com vontade de acompanhar a trama cheia de mistérios e reviravoltas que se desenvolve em seguida. Ching acaba passando por momentos tensos onde uma misteriosa mulher a persegue, seja por telefone, seja em sonhos como na brilhante seqüência onde vemos um vulto de mulher entrar na casa de Ching, com a câmera mostrando seus sapatos subindo os degraus ao som de uma excelente trilha-sonora, puro Brian De Palma recriado. Uma série de reviravoltas coloca em cena a misteriosa Ling, a tal moça que aparece de relance no casamento sem ser convidada bem no início do filme. Uma tensa relação surge entre as duas mulheres se transformando em uma amizade e ao mesmo tempo em uma situação triangular com o namorado de Ching. Numa trama com referências a tráfico de órgãos, vale lembrar que Ching sofre de insuficiência renal e temos a figura de uma velha senhora em coma num hospital. Com esses elementos o diretor cria uma teia onde relações especulares entre as duas mulheres, jogos de poder e inveja transportam toda trama para um final que mostra como as garotas orientais podem ser deliciosamente mortais, manuseando lâminas de vários tipos e até um básico machado. Atentem para a longa seqüência do banheiro público onde o diretor consegue recriar climas de suspense com o velho efeito das luzes brancas que ficam falhando. Final surpreendente, belas imagens muito bem fotografadas com muita elaboração, KOMA é obrigatório para fãs de Cinema Oriental de Gênero. Nada como um bom filme para oxigenar a alma...

Escrito por Marcelo Carrard às 00h09
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12/03/2007


MY GRINDHOUSE MEMORIES...

Ah como eram boas as minhas sessões vespertinas de adolescência onde saboreava pérolas Grindhouse em Cinemas de Porto Alegre que não existem mais como o São João, o Lido, o Miramar, o Carlos Gomes e tantos outros. Eram na maioria Programas Duplos onde vi Black Emanuelle de Joe D’Amato, Piranha de Joe Dante e:

MONSTER: Delicioso filme com monstros mutantes submarinos atacando garotas peladas na praia, promovendo uma carneficina em uma festa no Porto da cidadezinha costeira e no final ainda tem a cena bizarra da mulher humana dando a luz a uma das criaturas, em um momento “Alien” seguido dos letreiros em vermelho: MONSTER. Acho que vi no Miramar, aos 14 anos em programa duplo com um filme de Kung Fu.

TENTÁCULOS: Clássico trash italiano com elenco estelar e momentos muito divertidos promovidos por um polvo gigante aterrorizando um balneário. O ataque ao barco é sensacional. Vi no Miramar em um programa duplo com uma pornochanchada da qual não lembro o nome...

O ULTIMO TUBARÃO: Mais um trash italiano aquático assim como o célebre Barracuda. Uma das coisas mais toscas que eu já vi em toda a minha vida. Vi no Cine São João, mas era um programa único.

PHANTASM

O primeiro filme da série feito por Don Coscarelli eu vi no Carlos Gomes acho que com uma das seqüências de A Noite das Taras, não me lembro. As imagens surreais e muito singulares para mim naquela época fizeram de Phantasm um filme de cabeceira do qual infelizmente não tenho uma cópia...

Pois é crianças, RECORDAR É VIVER !!!

Escrito por Marcelo Carrard às 23h13
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11/03/2007


MEU FINAL DE SEMANA COM: ANDRÉA ORMOND, ALFREDO STERNHEIM, MAURO ALICE E GRANDES AMIGOS NO PALÁCIO DOS ANJOS...

 

Nessa última sexta-feira, dia 9, para compensar a chegada de Bush em São Paulo, recebi como hóspede a minha querida, amada, luxuosa amiga carioca ANDRÉA ORMOND. Como a maioria das pessoas sabem, ela veio para participar do debate que rolou no dia seguinte na Mostra de filmes brasileiros raros organizada pelo Vinícius e pelo Sérgio Andrade, confiram programação completa no post do dia 02/03, A menina chegou até cedo e foi muito emocionante conhecê-la pessoalmente depois de tantos anos de intensa amizade virtual. Conversamos muito, fomos ao Shopping Frei Caneca, fomos na Livraria Cultura onde me diverti muito com confusões feitas com meu livro que foi parar na prateleira de culinária e o Zeca descobriu e colocou na prateleira de Cinema, aliás a prateleira de cinema estava uma loucura, tinha entre outras coisas um livro sobre a Ingrid Pitt com prefácio do Uri Geller, entre outras maravilhas caríssimas. A Andréa conferiu a venda de seu Livro por aqui, o viu na prateleira GLS e ficou contente com as vendas de sua Longa Carta para Mila. Voltamos para casa e aí o meu “filho” Matheus Trunk ligou e logo estávamos reunidos aqui em casa eu, a Andréa, o Matheus e depois o Sérgio Andrade que se agregou ao grupo. Conversamos, rimos e claro, óbvio, rolou um tricô forte sobre as últimas novidades, truques e baixarias do maravilhoso Mondo Virtual Cinéfilo. Em seguida, tipo 21h, nós quatro saímos aqui de casa e esperamos o Mestre ALFREDO STERNHEIM que foi até lá em casa e combinamos de ir para o Piolim na Rua Augusta, antigo Pirandello. O Alfredo estava com seu melhor amigo e nos sentamos então em seis pessoas numa mesa ótima e conversamos, conversamos, conversamos muuuuuito sobre tudo e todos, foi uma aula de cinema regada a cerveja gelada e Bife a Parmegiana. O Alfredo é um cara muito agradável, educadíssimo e foi muito gratificante esse encontro super informal que me fez muito bem. voltamos eu e a Andréa para minha casa depois da longa despedida do Alfredo que em breve irei rever. Na manha seguinte fomos cedo para a Biblioteca, nos encontramos com o Edu Aguilar e pegamos o onibus Capelinha que em bem menos tempo que eu imaginava nos levou até a Biblioteca João Dias ao lado de um Mac Donald’s. Conhecemos o Vinícius que falou muito de sua coleção de filmes em película, com raridades incríveis e aos poucos o clima cineclubista da sessão se formava me trazendo grandes recordações. Isso é que realmente pode ser denominado como PAIXÃO, sincera e absoluta PAIXÃO pelo Cinema, sem interesses, sem demonstrações de força, sem agressões gratuitas, a mais pura e verdadeira Cinefilia. Aos poucos o público foi chegando e o Sérgio trouxe outro Mestre que tive a honra de conhecer pessoalmente, o Montador MAURO ALICE, que montou além de O PALÁCIO DOS ANJOS de Khouri, filmes que iríamos ver, EM RARA EXIBIÇÃO EM PELÌCULA, o Clássico NOITE VAZIA, entre muitos outros. Fiquei sentado ao lado do Aguilar e do Matheus Trunk e foi um deleite sensorial ver a Obra-Prima de Khouri se revelando diante de mim, foi uma emoção profunda demais para se descrever...  Depois veio o debate que foi ótimo, a Andréa fez uma leitura super sensível do filme e de elementos da Obra do Khouri muito bem auxiliada pelo Aguilar que além de grande fã desse genial cineasta paulista, trabalhou com ele em Forever. Mas o luxo mesmo eram as observações de MAURO ALICE, uma aula viva de Cinema, ministrada por um “garoto” de 80 anos, sensacional, imperdível, quem ouviu o Mestra MAURO ALICE falar ontem nunca mais vai esquecer. Em breve a Andréa vai publicar no seu obrigatório Blog Estranho Encontro, uma entrevista com Mauro Alice, aguardem. Depois da sessão conheci um cara muito especial, o Jorge, que está na luta para salvar a Rua do Triunfo, berço da Boca do Lixo e ameaçada pela Prefeitura de ser destruída. São pessoas como o Jorge e os amigos dele que ao criarem grupos de defesa do Patrimônio Histórico, me fazem acreditar na grandeza do ser-humano. Depois de longos papos e muitas fotos fomos embora até nosso outro destino, o Café do Anecxo do Espaço Unibanco na Augusta, o Jorge deu uma carona para mim e para o Matheus e depois o Aguilar e a Andréa nos encontraram, eles vieram de carona com o Vinícius que foi levar o Mauro Alice até sua casa ali perto. Ficamos horas, Matheus Trunk, Edu Aguilar, Andréa Ormond e eu, conversando, destilando o veneno básico para quem merece, e são muitos atualmente e depois fomos todos ao Shopping Frei Caneca jantar e mais uma vez conversar muito e tomar um cafezinho, Na volta ainda emprestei para o Matheus as cópias de A Quinta Dimensão do Sexo e de 24 Horas de Sexo-Explícito, ambos do Mojica. Falei para ele a edificante frase “Filho, chega uma hora na vida de um garoto que ele precisa se transformar em um homem, veja esses filmes aproveite o momento...” o Matheus e a Andréa riam muito, ainda ficamos conversando aqui em casa até o Matheus ir embora. Foi um fim de semana inesquecível realmente. Um fim de semana de PAIXÃO que antecede a segunda-feira onde um eventos da Alta Cúpula Estelar  invadirá o Cinesesc para um evento  muito pitoresco que se diz movido apenas pela Paixão. Obviamente não fui convidado para tal evento, mesmo sabendo comer com todos os talheres. Aliás uma “Premiação” que não inclui nos indicados de  de melhores de 2006 O Labirinto do Fauno e O Crocodilo nem deveria estar sendo citada. Só encerro, ainda embalado pelas imagens gloriosas dos últimos dias e os ensinamentos e opiniões preciosas que recebi do Sternheim e do Mauro Alice, apenas duas colocações. Primeira. Agressões contra o Matheus Trunk são também agressões dirigidas a mim, se é para criticar tudo bem, mas o façam se possível olhando na nossa cara, assinando nome e sobrenome e para encerrar. ainda me dirigindo a pessoas e grupos específicos, existe aquele velho Ditado “ Ninguém bate em cachorro-morto”...

PS: Obrigado a todos pelos mais de NOVENTA MIL ACESSOS que o MONDO PAURA conquistou ontem, fiquei muito feliz com isso, tenham certeza...

PS 2 - A FOTO

Abaixo aparecem, após o debate do filme O PALÁCIO DOS ANJOS: Eu, de camisa amarela, o brother Eduardo Aguilar, o bravo ragazzo Matheus Trunk, o Mestre Mauro Alice, a querida Andréa Ormond e  nosso MC Sérgio Andrade. Foto sampeada do Blog Kino Crazy que tem mais imagens do evento, confiram.

Escrito por Marcelo Carrard às 08h43
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