Mondo Paura - Um Blog para Cinéfilos Extremos de Marcelo Carrard


01/06/2007


EXTERMÍNIO 2 aka 28 WEEKS LATER

 

Esse fim de semana foi generoso em termos de estréias por aqui em Sampa. Ao menos três filmes imperdíveis chegaram aos cinemas: ZODÍACO, de David Fincher, TRANSYLVANIA de Tony Gatlif e com Ásia Argento no papel principal e a seqüência de EXTERMÍNIO, dessa vez apenas produzida por Danny Boyle. Um problema desagradável ocorreu mais uma vez. Assim como aconteceu recentemente com O HOSPEDEIRO, nenhum cinema da região mais central de São Paulo estreou o EXTERMÍNIO 2, jogaram o filme para shoppings longínquos e caretas. Um deles, o detestável Shopping Metrô Santa Cruz, foi o buraco onde tive que me sujeitar a ir hoje para ver o tal EXTERMÍNIO 2, que, pasmem, é distribuido pela FOX, que TINHA uma excelente distribuição, agora está um lixo. Tive vários problemas antes da sessão: da máquina de café do bar que não funcionava, o povo mal-educado, os funcionários mais mal educados ainda, que quase me fizeram perder a cabeça e acabar tudo num grande barraco entre outras coisas, um pavor. Daí, resumindo, cheguei até a sala e encontrei pessoas de outros bairros reclamando pelo fato de estarem lá e que não entendiam porque o filme não havia estreado ao menos no Bristol. Após esse início tenso, naquele Cinemark uó, ao menos o público foi educado e a projeção estava ótima. O filme é bastante superior ao primeiro. Muito mais sangrento, com mais gore e com alucinadas seqüências de ação com ataques e confrontos entre humanos e infectados. Um detalhe importante: como bem lembrou o Cristian Verardi, as criaturas assassinas do filme NÃO SÃO ZUMBIS, são INFECTADOS, ou melhor, MUTANTES, com uma força e uma velocidade absurdas e uma fome infinita. Muitos andam falando por aí que é um filme de zumbis, mas NÃO É, pelo simples detalhe de que ao contrário dos mortos-vivos, os mutantes morrem com tiros em várias partes do corpo, ao contrário dos zumbis que só são destruídos com um tiro na cabeça. A longa abertura do filme é muito interessante em seu crescendo de expectativa, tensão e horror. A primeira imagem que surge são a dos olhos de uma mulher iluminados pela chama de uma vela e tudo termina numa sucessão de sustos de pular da cadeira e muita violência. Agora se passaram 28 semanas da trama do primeiro filme e Londres e arredores parecem estar em paz, livres do vírus que dizimou o país. Um casal de irmãos são os protagonistas da história. Eles estavam na Espanha e não tiveram contato com o vírus. O garoto parece muito com aquele moleque loirinho que aparecia nos filmes do Lucio Fulci. Claro que uma série de sangrentos incidentes vai fazer com que o vírus volte instaurando o caos e a carneficina. As seqüências dos ataques são muito boas. O clima de filme sobre o mundo pós-apocalíptico é muito bem recriado para os dias de hoje com muitas imagens de várias texturas onde é usada muita câmera digital na mão, lentes de visão no escuro e momentos bem estilizados e de dramática beleza com a câmera imóvel. A seqüência sanguinolenta do helicóptero no campo é sensacional, assim como o encontro selvagem do casal no hospital que ocorre anteriormente. A cena final do epílogo é genial, muito bem bolada e abre um precedente muito interessante para um terceiro filme. Em algumas cenas onde os alucinados mutantes atacam na escuridão, me lembrei de DEMONS do Lamberto Bava. Um filme surpreendente, cruel, sem heróis e com uma visão niilista do futuro da humanidade que é devorada por seus próprios pais e filhos. Realmente assustador...

Escrito por Marcelo Carrard às 20h56
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29/05/2007


I WALKED WITH A ZOMBIE na Sessão Comodoro de 6 de Junho

 

Simplesmente imperdível, I WALKED WITH A ZOMBIE aka A MORTA VIVA, 1943, do Mestre Jacques Tourneur, é a atração da Sessão Única do Comodoro do dia 6 de Junho. O filme será apresentado com legendas em português e o nosso Mentor Carlão Reichenbach agradece a colaboração dos críticos Inácio Araújo e Juliano Tosi para a realização dessa Sessão. Já exibido no tradicional Projeto Raros de Porto Alegre esse filme é apreciado por muitos fãs do Horror Cinematográfico mundo afora e foi influência confessa no trabalho de dois outros mestres: Lucio Fulci e George Romero. Vai ser uma sessão formidável com certeza...

Escrito por Marcelo Carrard às 08h26
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28/05/2007


GIALLO MADE IN BRAZIL

 

Nessa noite de Domingo, inocentemente passei pelo Canal Brasil e me deparei com um filme extremamente obscuro, cujo trailer eu me lembro de ter visto na fita VHS de O Anticristo. Numa tentativa de se fazer algo aproximado aos filmes Gialli no Brasil, CARLOS COIMBRA criou um Cult Movie bizarro e genial: O SIGNO DE ESCORPIÃO. A trama conta a história de um astrólogo que reúne 12 pessoas em uma ilha misteriosa, cada um dos incautos sendo nativo de um dos doze signos do zodíaco. Entre os atores temos uma belíssima e muito jovem KATE LYRA atuando ao lado do marido CARLOS LYRA que fez a trilha sonora. No elenco temos também Maria Della Costa e Wanda Kosmo. O interessante é que o tal astrólogo criou um enorme computador que está programado para desvendar o futuro de cada um dos convidados. Com luzinhas piscando e fazendo barulinhos eletrônicos o tal computador é um dos pontos altos do filme ao lado de umas estátuas primitivas que irão se conectar a cenas de rituais satânicos. Em uma festinha na primeira noite aparece a primeira vítima estrangulada e a partir daí um a um todos vão sendo mortos pelo misterioso assassino e o computador sempre manda mensagens sobre os crimes. A cena do acidente de motocicleta é uma das coisas mais absurdas e toscas que eu já vi até hoje. De uma ingenuidade muito grande o filme visto hoje nos conquista por sua intenção de contar uma boa história policial sobre crimes bizarros com algumas cenas discretas de sexo e nudez. Rodado em Parati essa produção de 1974 é uma grande surpresa. Os figurinos são muito cafonas e as locações são ótimas. O famoso astrólogo Omar Cardoso participa do filme que tem uma excelente direção de fotografia de Antonio Meliande. Sensacional...

Escrito por Marcelo Carrard às 18h03
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