UNA LIBELULA PARA CADA MUERTO aka A DRANFLY FROM EACH CORPSE: Um Giallo de Leon Klimovsky

Só agora começo a voltar completamente ao mundo real e concreto depois dos últimos acontecimentos transformadores que fizeram parte do Ritual da Defesa do Doutorado. Após horas de descanso e algumas latas de cerveja para exorcizar tudo, começo a colocar no ar a programação normal desse Blog que é tudo menos normal... Então, após o carinho dos comentários do Post abaixo e de telefonemas como o do amigo e Boss Matheus Trunk, divido brevemente com os leitores minhas impressões sobre um delicioso Giallo feito pelo Mestre Leon Klimovsky, intitulado: Uma Libélula Para Cada Muerto. Essa co-produção entre Espanha e Itália conta com uma dupla de atores geniais: O lendário PAUL NASCHY, que recentemente participou do filme do lobisomem amazônico de Ivan Cardoso, e da atriz Érika Blanc. A performance de Naschy como um Inspetor de Polícia da cidade de Milão é ótima. Ele encarna muito bem o papel, e seu jeito machão e durão, além da maquiagem e do cabelo escuro, lhe transformam em um verdadeiro italiano. Sua parceira em cena, Érika Blanc está ótima também. A trama conta uma história de crimes morais onde drogados e prostituas começam a ser assassinados por um misterioso Serial Killer que deixa uma libélula em cada cena do crime. Atmosférico e até razoavelmente sangrento, o filme tem uma excelente trilha que mistura em alguns momentos trechos da trilha original de Bay of Blood e Sei Donne per L’assassino, ambos de Mario Bava. Klimovsky está à vontade ao lado do amigo Naschy e a trama se desenrola com vários desdobramentos e suspeitos até o final inesperado. A seqüência do assassinato necrófilo da “Dançarina Exótica” é sensacional. Um exemplar muito divertido desse subgênero maravilhoso do Horror Cinematográfico italiano. As locações na cidade de Milão são bem usadas e o visual Kitsch é um espetáculo à parte. Como era divertido o Cinema de Gênero dos anos 70 !!!




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