A NOITE DA MACUMBA NO CINESESC
Foi uma noite de emoções fortes no Cinesesc nessa quarta-feira. Foi muito divertido e surpreendente ver uma Obra tão deliciosa do Mestre Jesus Franco em uma telona de cinema. As imagens de “Macumba Sexual”, um lisérgico improviso do início dos anos 80 onde testemunhamos a carnuda Lina Romay em seus delírios onde é possuída por uma poderosa Rainha Negra interpretada pela luxuosa transex Ajita Wilson, em locações deslumbrantes nas Ilhas Canárias. Os rituais de possessão erótica com fálicas imagens vodu, a trilha-sonora sempre magistral e que acentua a atmosféra lisérgica do filme, são muitos os deleites que Franco nos proporciona. Um filme que é um sonho dentro de um sonho, um sublime devaneio de corpos em êxtase ritualístico e com um interessante diálogo com a estética do Cinema Hardcore dos anos 70 como O Diabo na Carne de Miss Jones, além de lembrar o clássico caribenho-bagaceira de Joe D’Amato: ORGASMO NERO.
MACUMBA SEXUAL é uma experiência inesquecível, assim como outros improvisos jazzísticos do Velho Tio Jess como: Vampyros Lesbos, Venus In Furs e o maravilhoso SUCCUBUS, esse último um dos “filmes de cabeceira” do amigo Thomaz Albornoz. Das ausências sentidas na noite destaco os amigos Filipe Chamy e Eduardo Aguilar que achava que iriam estar por lá. O Raphael Carneiro estava mas não falou comigo. Encontrei o Henrique, meu amigo e leitor do Blog e da Zingu, o Thiago Colás, o Tauffenbach, o Chaia, o querido amigo Daniel Salomão com uma mochila cheia de filmes entre outros. Ficamos de papo com o Carlão Reichenbach antes da sessão. Só encontrei na saída, infelizmente, o Matheus Trunk e o Gabriel Carneiro, queria ter falado mais tempo com os dois, mas tudo ok, a correria é grande e eles tiveram que ir embora cedo. Mas antes deles partirem ainda participaram de uma conversa com o Carlão que fez rasgados elogios ao BUG do Friedkin e ao Tropa de Elite. Na volta, infelizmente cedo e SEM BOTECO, ganhei uma carona do Chaia e sua ragazza que também levaram o Carlão. No caminho falamos sobre Buio Omega do D’Amato e sobre os filmes do Osvaldo de Oliveira. Queria ter conversado mais, bebericando alguma coisa, mas agora como recém-vovô o Carlão está sempre cedo em casa, o que ele faz muito bem, pois esses momentos são muito preciosos. Outro destaque de nosso bate-papo no início da noite foi a obra do Damiano Damiani que o Carlão comentou que está muito adoentado e que nunca teve uma retrospectiva por aqui com o devido respeito ao seu grande talento. Quem sabe rola em breve alguma coisa? Os cinéfilos de bom gosto esperam que sim.