ROHTENBURG aka GRIMM LOVE, O CANIBAL – Um filme de Martin Weisz

O Diretor alemão Martin Weisz recebeu “ovadas” e “tomatadas” dos fãs de filmes de horror esse ano devido ao desastroso THE HILLS HAVE EYES 2 aka O RETORNO DOS MALDITOS. Como ainda não vi a tal sequência da brilhante refilmagem de Alexandre Aja, resolvi conferir um trabalho anterior desse diretor alemão que saiu faz um tempinho no Brasil: O CANIBAL aka GRIMM LOVE. A trama recria a história do famoso canibal alemão que poucos anos atrás devorou ritualisticamente um homem que conheceu via internet e que sabia de tudo que iria acontecer, ou seja, a vítima, o devorado, queria ser sacrificado para ser a carne de seu atormentado e mórbido amor. O tal canibal da internet gravou todas as imagens do ritual antropofágico, com direito a castração, ingestão dos órgãos genitais da vítima e sua posterior mutilação. A tal fita com essas imagens absolutamente grotescas e perturbadoras está até hoje guardada a sete chaves pela justiça alemã. Então, para matar a curiosidade mórbida dos espectadores, o diretor resolveu recriar essa trama. O formato dessa recriação é comporto de uma narradora, representada por uma estudante estrangeira que está na Alemanha fazendo pós graduação e que resolve pesquisar o caso do canibal da internet. Aos poucos vemos, com texturas de filme envelhecido, a infância do assassino e sua juventude e fase adulta em outras texturas de imagem. A trama narra sem pressa o crescendo de loura do personagem e suas obsessões com relação ao corpo, a figura da mãe, suas culpas e sua homossexualidade reprimida que sempre explode em neuroses de todos os tipos. Em um momento bastante perturbador para os espectadores mais sensíveis, ele está com um garoto de programa e pede a ele que arranque seu pênis durante o Blow Job. O garoto foge sem cumprir o acordo. Então a busca do futuro canibal em desvendar seus próprios desejos mórbidos começa pela navegação em sites ligados ao universo do canibalismo, com direito a um específico de um açougueiro que explica como preparar os melhores cortes de carne humana; Sua busca por aquele que seria sua primeira vítima, seu primeiro corpo é mostrada em momentos bem perturbadores até a tal busca alcançar seu êxito. O filme mais sugere do que mostra, um pouco de gore extremo seria interessante e colocaria o diretor ao lado de seus colegas alemães notórios dentro do Cinema Extremo como Jorg Buttgereit e Andréas Schnaas. Mas Weisz amarelou no Gore, o que explica sua falta de ousadia e firmeza no tal Retorno dos Malditos. Comparando com o Cinema feito por Alexandre Aja, o de Weisz tem grandes momentos, mas não tem coragem de se arriscar como Aja. Vamos ver o que o futuro reserva para esse diretor alemão de talento ainda em construção, mas que demonstra em O CANIBAL, ter estilo e saber construir muito bem atmosferas perturbadoras, quando ele quer, é claro...




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