Doppo Suspiria... Doppo Inferno... LA TERZA MADRE O que eu temia acontece: o Leandro Caraça foi mais rápido no gatilho e postou antes de mim suas opiniões preciosas sobre o mais recente filme do Mestre Dario Argento: LA TERZA MADRE aka MOTHER OF TEARS, afinal ele é ariano... Então seguem minhas modestas opiniões sobre o terceiro e derradeiro filme sobre as Três Mães. A abertura é duplamente impactante pela trilha magnífica de Claudio Simonetti que além de resgatar elementos das trilhas dos dois primeiros filmes tem um forte acento de tensões sacras que me remeteram para a antológica trilha de A PROFECIA. A trilha sublinha imagens de representações do inferno e do Juízo Final de Mestres como Giotto. Essa questão da reprodução dos quadros aparece nos créditos finais onde vemos o antológico "Sabbath das Feiticeiras" de Goya. O filme tem momentos célebres como o primeiro assassinato que é de uma brutalidade barroca impressionante e já tem lugar de destaque na Galeria dos Grandes Momentos do Horror Cinematográfico. O filme trabalha com elementos do Cinema Fantástico pouco comuns atualmente como a mescla do Horror Extremo com a mais singela Fantasia dos Contos de Fadas, uma subversão que Argento sabe fazer como poucos. O macaco assustador que aparece no filme tem como companhia os discípulos da tal Mãe das Lágrimas. Um deles é um sujeito careca apavorante, claro que os produtores não conheciam nosso querido amigo Cristian Verardi que iria colocar o ator italiano no chinelo, hehehehehe... A cena do duplo assassinato no apartamento onde ele participa é sensacional. A cena da morte do Padre também é muito interessante. Asia Argento está literalmente "em casa" sendo dirigida pelo pai e atuando ao lado da mãe. Udo Kier está ótimo em cena e como a Mãe das Lágrimas é a "mais bela e a mais cruel de todas", as mortes do filme não ficam por baixo. A sequência do trem é interessante também com uma das discípulas perseguindo Sara, a personagem de Asia. Os crescentes atos de loucura e violência que começam a acontecer em Roma lembram a abertura do Giallo de Armando Crispino: MACCHIE SOLARI aka AUTOPSY. O interessante do roteiro é que a ação se passa em vários cenários internos e externos, ao contrário dos dois primeiros que praticamente se passam todos dentro das casas amaldiçoadas. O grande número de adeptos da Magia Negra na Itália e as descobertas recentes de novas catacumbas, serviram de inspiração para o roteiro do filme. Poderia ter sido melhor se Argento tivesse mais grana, mas ele não desaponta os fãs. Até agora, depois de rever o filme, a trilha ainda ecoa na minha cabeça, que trilha sensacional... Graças ao Tomaz, que foi meu verdadeiro Papai Noel, consegui ver esse filme tão aguardado, de meu maior ídolo cinematográfico, antes do final do ano. Grazie Don Thomazzo !!!


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