Comentários sobre a estréia do Programa do Mojica no Canal Brasil e a Sessão de Lábios de Sangue aka Lévres de Sung de Jean Rollin na Virada das Vampiras

Buenas, em meio ao redemoinho de compromissos administrei meu tempo nesse fim de semana achando brechas para ver alguns filmes e programas na tv, namorar um pouquinho, pois afinal ninguém é de ferro e ainda ver ao menos um dos filmes da Virada das Vampiras e ainda tenho textos para entregar para a ZINGU, ufa... Bom, o programa do Mojica que estreou no Canal Brasil nessa sexta, á meia-noite, me decepcionou um pouco. Tem apenas meia-hora, mostrou a tal cirurgia dos olhos do Mojica que tem nos extras de um DVD dele, mostrou o bizarro curso para Detetives e Políticos ministrado por ele e no tempo que resta tem a entrevista. O primeiro entrevistado foi o LOBÃO. O Bate-Papo foi legal, com o Lobão falando de sua relação com a macumba, os exús e as pomba-gíras, onde ele contou histórias bem barra pesada, mas daí, quando papo estava ótimo, ficando bom, puff, acaba a entrevista... depois vem a famosa praga do Zé do Caixão. Confesso que esperava mais.
E nesse domingo fui na sessão de encerramento da Virada das Vampiras, cuja curadoria foi do Carlão Reichenbach e do Leopoldo Tauffenbach, esse último responsável pela legendagem em português de todos os filmes apresentados. 12 no total. O Leopoldo falou que as sessões lotaram, e a campeã de público, com direito a cadeiras extras e gente sentada no chão, foi do filme> O INFERNO DE DRÁCULA, de MICHIO YAMAMOTO. Na sessão de Lábios de Sangue tinham em torno de 150 pessoas. A sala foi improvisada, em um espaço dedicado a Dança que se transformou em Cineclube Cult. O Leopoldo ficou o tempo todo por lá, heroicamente. O filme do Rollin me foi super recomendado pelo Carlão Reichenbach e foi uma oportunidade rara de ver uma obra de grande beleza e forte acento autoral. Onírico, sombrio, o filme tem as belas ninfas vampiras de Rollin vagando pela noite com suas roupas transparentes e coloridas balançando ao vento suavemente, mas o Poeta nos reserva muito mais, nos surpreende e nos encanta com uma Obra singular e de desfecho surreal. Grande JEAN ROLLIN, Grande Mestre, Grande POETA...
Na saída batí um longo papo cinéfilo com o Leopldo, voltando para casa caminhamos pelas ruas do Centro de São Paulo ao anoitecer, encerramos a conversa na padaria perto de minha casa regada a cafézinho e torta de limão, me despedi desse grande amigo que partiu exausto para casa depois de sua longa maratona de filmes. Foi um bom final de domingo.