
Fugindo do canteiro de obras que virou meu apartamento por causa da reforma, achei uma brecha de tempo pra ir ao cinema ver o delicioso, o tesudo filme novo do genial Woody Allen: VICKY CRISTINA BARCELONA. Fazia tempo que não via um elenco tão bonito em cena em um filme solar, passional que brinca com a racionalidade dos norte-americanos com o amor e a sexualidade e a explosão de sentimentos calientes dos latinos. Vicky e Cristina: Rebecca Hall e Scarlett Johansson são as amigas americanas passando um verão em Barcelona onde cruzam com o fauno Javier Barden, interpretando um pintor com uma relação neurótica e violenta com a ex-mulher: Penélope Cruz. A ciranda de amores, encontros e desencontros desses amantes se desenvolvem com muita força nesse roteiro inspiradíssimo de Allen. Juan, o Pintor, remete a figura de Picasso que também viveu muitas e intensas paixões. As locações apenas complementam a trama, não é um “filme turístico”. Penélope Cruz está ótima em cena e a Musa de Allen, Scarlett, brilha, reluz, está linda como nunca. Um elenco de grandes nomes, um grande roteirista e diretor de atores, uma história de tensões ente loiras e morenas, entre Apolo e Dionísio, foi um bálsamo revigorante ver esse filme e por sorte a platéia era extremamente educada, uma coisa rara hoje em dia onde as salas são invadidas por barulhentos ruminadores de pipoca com seus celullares sempre ligados. O desabafo do Carlão Reichenbach sobre a falta de educação dos espectadores no Festival de Brasília é muito pertinente. Já se foi o tempo em que íamos ao cinema ver os filmes dos grandes Mestres com a reverência que eles merecem, uma pena...


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