O LUTADOR

Não sabia ao certo que filme ver hoje. Queria ver DÚVIDA e até pensei no remake de Sexta Feira 13, mas acabei vendo aquele que no fundo estava ansioso para ver: O LUTADOR aka THE WRESLLER do grande Autor: DARREN ARONOFSKY. Não é apenas a magnífica interpretação de MICKEY ROURKE que se destaca no filme. Sua narrativa simples, suas sequências de luta, sua trilha com Hits do “Metal Farofa” e a Direção inspirada e segura transformam esse filme em um documento sensível sobre o Poder do Mito, suas quedas e sua redenção, sem pieguices e armadilhas melodramáticas fáceis. Rourke está presente em todas as cenas do filme. A força de sua performance é assustadora encarnado o decadente ídolo da Luta Livre. A abertura já mostra essa queda de maneira simples onde a câmera mostra recortes e cartazes da Era de Ouro do lutador. Marisa Tomei está surpreendente se expondo como poucas atrizes norte americanas tem a coragem de se expor. O filme tem algumas cenas mais sangrentas e gráficas do que eu imaginava. O resto do elenco é bem equilibrado e algumas cenas se destacam por seu realismo quase documental como as do super mercado. A decadência dos Mitos da Cultura Pop é totalmente documentada na nossa atual sociedade do espetáculo, do entretenimento. No filme, o Mito Pop ganha ares “olimpianos” Um dos grandes trunfos de O LUITADOR é sua sequência final, pois grandes são os Diretores que sabem encerrar seus filmes no momento certo, um segundo a mais e não seria a mesma coisa. Uma aula de Direção e Interpretação que me trouxe de volta aquela sensação saborosa de sentir as lágrimas escorrendo pelo rosto nos créditos finais...



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