Mondo Paura - Um Blog para Cinéfilos Extremos de Marcelo Carrard


08/01/2010


LA SETTIMA DONNA aka AS TARAS DA SÉTIMA MONJA

O Diretor italiano FRANCO PROSPERI foi um dos criadores dos Documentários MONDO, que exploravam as atrocidades e as bizarrices ao redor do mundo, além de inspirarem o nome desse modesto Blog. Nem só de MONDO CANE e AFRICA ADDIO viveu Prosperi,      no final dos anos 70 ele dirigiu um “Last House Movie”, muito interessante estrelado por FLORINDA BOLKAN e o ator e cantor anglo-italiano: RAY LOVELOCK, A trama sobre as alunas de um colégio de freiras lideradas por uma religiosa interpretada por Bolkan, já no início se formaliza com a invasão da casa na praia onde elas estão por um trio de assaltantes de banco. E ainda nesses primeiros minutos de filme já fica claro o forte acento excploitation na cena em que a empregada da casa é assassinada com um ferro de passar roupa. Mesmo parecendo repetitiva, essa trama ganha no filme momentos muito interessantes e elaborados. A tortura e o estupro são sublinhados por uma trilha sonora Disco experimentl e que em determinado momento remete ao trabalho de Giorgio Moroder. O fetichismo nunexploitation aparece na figura de hábito branco de Bolkan que observa as atrocidades cometidas pelos homens com uma força no olhar que é uma de suas marcas, o ohar de Florinda Bolkan é único...

A composição da sequência do estupro em slow motion é muito bem realizada em sua montagem inspirada e na música que inicia com um tema Disco clássico e aos poucos ganha camadas densas de teclados criando uma atmosfera de pesadelo. A sequência da jovem empalada também segue essa mesma linha de composição e mesmo sutil consegue chocar ainda hoje. A canção cantada em inhês no primeiros minutos do filme é interpretada pelo ator protagonista RAY LOVELOCK, que está nos extras do DVD em uma longa entrvista.. LA SETTIMA DONNA é um desses tesouros nostálgicos da décda de 70, feitos principalmente na Itália, que começam a ser redescobertos   e, em alguns casos, ganham edições excelentes em DVD, restauradas e sem cortes como essa que assisti de LA SETTIMA DONNA, um filme obrigatório para os fãs de Cinema Exploitation, que foi exibido por aqui na época com o título de AS TARAS DA SÉTIMA MONJA....

Escrito por Marcelo Carrard às 17h33
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

07/01/2010


FERNANDO DI LEO NA SESSÃO COMODORO

Desde o último domingo as coisas mudaram aqui em casa com a chegada dos dois filhotes de minha pug: Dorothy, dois meninos: o Bandit e o Giallo. Eles ainda nem abriram os olhos mas já estão encantando a todos, o nascimento deles foi muito tranqüilo, ajudamos no parto, eu, particularmente, nunca havia feito um, eles saem bem quentinhos... O ano já se inicia com uma energia renovada e para me alegrar ainda mais teve Sessão Comodoro ontem, após a chuva que caiu o dia todo por aqui.Foi uma pena que o Edu e a Vivi não apareceram, queria muito ter falado com eles, saber das aventuras de ano novo ao lado do Rodrigo Aragão e da Mayra, fizeram falta mesmo. O Hugo foi o primeiro a chegar e a me presentear com DVDs, um do Jean Rollin e outro do clássico brasileiro Cult: O Signo do Escorpião. Depois apareceu o Leopoldo e a Cris e daí a surpresa de receber um DVD de LA SETTIMA DONNA aka AS TARAS DA SÉIMA MONJA, clássico exploitation italiano dos anos 70, com Florinda Bolkan no papel de uma religiosa que está em uma praia com um bando de alunas boazudas e são atacadas por um grupo de marginais tarados, absolutamente imperdível, a trilha sonora é um espetáculo a parte...

O curta do Marcelo Valetta: A VOLTA DO REGRESSO, abriu a Sessão Comodoro. Como o Marcelo não pode comparecer devido a compromissos profissionais, a Ana Paul apresentou o curta. Achei muito interessante como o curta ainda consegue trabalhar com um tema esgotado como o da metalinguagem, do filme dentro do filme. A presença em cena do Carlo Mossy é radiante, ele é a grande força do filme com certeza. Nosso querido host da Sessão Comodoro: Carlos Reichenbach, já anunciou as procimas sessões: na primeira quarta feira de fevereiro mais um clássico italiano setentista: O HOMEM, A MULHER E A BESTA, e na quarta feira de cinzas terá uma Sessão Comodoro Dupla, como nos velhos tempos, com filmes a serem divulgados, mas eu acho que um deles é de nosso amado e idolatrado: JOE D’AMATO...

O grande impacto, porém, foi o filme do FERNANDO DI LEO: VINTE ANOS, com a Musa Eterna LILI CARATTI, a morena e a deslimbrante e belíssima: GLORIA GUIDA, dona de um “carão” poderoso. Finalmente pude ver um filme do DI LEO, que sempre é citado como referência para diretores como: Quentin Tarantino, Martin Scorsese e George Romero. A trama sobre as duas amigas, livres, plenas e amorais é narrada em tons que vão do meloframa até a clássica comedi erótiva italiana. Lançado em plena era Disco, o filme mostra a convivência das duas com figuras de muita carga alegórica, vivendo em uma comunidade alternativa. A ttilha sonora é um show a parte, com Disco Music italiana ultra cafona e senscional. O filme acaba conduzindo as heroínas a tragédias em uma inusitada construção do roteiro onde a intervenção violenta do Estado promove uma ruptura no filme que se desloca para a barbárie e a intolerância  da cultura machista que ainda tem seus seguidores até os dias civilizados de hoje, em plena era da internet e da difusçao sem limites da informação. Os homens tem medo das mulheres, principalmente quando elas se expõem, se impõem como seres livres e fortes, o ódio e a violência surgem nesses momentos como uma espécie de mordaça, de negação desse direito universal da liberdade... pobres machistas, se eles soubessem quantas  idéias edificantes as mulheres tem a oferecer para o mundo, com sua visão libertária e genrosa do mundo...

Grande Fernando Di Leo, grande filme esse: VINTE ANOS, que tivemos o privilégio de ver ontem, em sua versão integral, sem cortes...

Depois da sessão ainda encontrei o Leandro Caraça, a Laura Cánepa e ainda me despedi do Michel Simões, que eu não via há bastante tempo. Ainda, lá no bteco o Leopoldo, meio que por engano me deu um DVD de um filme japa pornô bizarro cujo título é algo do tipo: HIPERTROPHY GENITALS GIRL... Eu sinceramente achava que já havia visto de tudo nessa vida, mas estava enganado...

Escrito por Marcelo Carrard às 14h25
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil

Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, CONSOLACAO, Homem, de 36 a 45 anos, English, Italian, Cinema e vídeo, Arte e cultura
Outro - mcarrard@uol.com.br

Histórico