
Um de meus sonhos é ser programador de um Canal de Filmes, essa sim seria a minha realização como curador. Essa semana o programador do Canal Brasil teve um raro sopro de inspiração e programou dois filmes geniais, com algo em comum, mas com desdobramentos diversos. O primeiro foi o Clássico ÓDIO de Carlo Mossy, uma pérola dos anos 70, onde o nosso Garanhão favorito das pornochanchadas aparece no papel de um advogado sério, apaixonado pelo Direito, que se transforma em um frio vingador após ter sua família trucidada por um bando de ladrões. Muito já se escreveu sobre esse filme na Blogosfera, com total destaque para o artigo da amiga Andréa Ormond em seu Clássico Blog: ESTRANHO ENCONTRO. Em muitos momentos o filme de Mossy me remete a Candeias, as vinganças são cruéis e mesmo sem muitos recursos ÓDIO cxonsegue surpreender até hoje...

Depois passou o "Last House Movie" brasileiro; VIOLÊNCIA NA CARNE, aka VIOLENCE AND FLESH. O filme é muito divertido de se ver hoje, com sua tentativa de ser sério confrontando os atores de teatro com os marginais que invadem sua casa na praia. Sexploitation desenfreado e diversão garantida. E hoje passa; PELADONA DO PRIMEIRO ANDAR e parece que BANANA MECÂNICA já está no acervo do Canal...

A maioria dos cinéfilos sabe que o brilhante filme de QUENTIN TARANTINO: BASTARDOS INGLÓRIOS é uma recriação do clássico de ENZO CASTELLARI: QUEL MALEDETTO TRENO BLINDATO, de 1978. Estive com a recente e luxuosa edição desse DVD em minhas mãos na Livraria Cultura de Porto Alegre e só não comprei pois custava 112 reais. Seria o presente ideal para meu aniversário de 44 anos que rola no próximo dia 28 de fevereiro...
Vendo o Globo de Ouro nesse ultimo domingo fiquei com pena do Tarantino, que merecia ter sido o grande vencedor da noite. Engano meu, mesmo na América de Obama, a caretice e os acordos e pataquadas da Direita venceram o jogo em uma noite que o nome da Crítica foi jogado no lixo. Para não dizer que tudo foi injustiça, a premiação de ator coadjuvante e a premiação do filme do Hanecke salvaram o naufrágio, sem esquecer do emocionado discurso do homenageado da noite: MARTIN SCORSESE. Achei tudo muito cafona, o Rubens Ewald falou muita bobagem, mas o que vai se fazer, premiações são assim mesmo, e antes que eu me esqueça, que se dane AVATAR e seu Diretor... E Viva Tarantino, com seu Cinema eletrizante, onde a emoção pulsa de verdade !!!
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