Mondo Paura - Um Blog para Cinéfilos Extremos de Marcelo Carrard


29/04/2010


IMPERDÍVEL !!!

Nesse sábado, no CCBB de São Paulo, ás 15 h, vai rolar uma sessão de NINFAS DIABÓLICAS do Mestre JOHN DOO e parece que vai rolar debate em seguida com a presença de Patrícia Scalvi !!!! Agradeço a minha querida amiga ANDRÉA ORMOND por essa dica.

É ou não um programa imperdível para a tarde desse sábado...

E na próxima quarta, na Sessão Comodoro, a cópia restaurada de O TÚMULO DO SOL do Mestre NAGISA OSHIMA !!!

Os Deuses do Cinema estão em festa...

Escrito por Marcelo Carrard às 23h39
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ALICE E A RED QUEEN

Ao ver a leitura muito particular de TIM BURTON da clássica história de Alice e sua jornada no País das Maravilhas me recordei da sessão de cinema que me marcou profundamente quando criança ao ver Dorothy abrir a porta e entrar no multicolorido mundo de Oz. A cinefilia somente é genuína quando ainda nos emocionamos com a possibilidade que só o cinema possui de nos levar a universos desconhecidos e sublimes. A Alice pós-feminista de Burton inicia o filme como uma jovem donzela vitoriana que recebe um pedido de casamento. Para uma mulher daqueles tempos isso significava o fim, só teria que produzir herdeiros  e viver para o marido. Nesse momento limite ela retorna ao País das Maravilhas que ganhou dimensões onúricas de grande beleza, mas com muitos momentos sombrios e de forte acento gótico como manda a cartilha autoral do diretor. O castelo da Red Queen é de grande beleza em sua composição gótica de detalhes vermelhos e cujos interiores me remeteram a Suspiria de Dario Argento. A figura da Red Queen é fascinante e rouba todas as cenas em que aparece. Me remeteu a Red Queen, a Dama Vermelha das lendas antigas citada no Giallo: The Red Queen Kills Seven Times. O Chapeleiro aparece como o surreal representante do      “Amor Romântico” que chega a fascinar a jovem Alice que nessa jornada de redescobertas em seu segundo retorno ao País das Maravilhas irá transformá-la na tão sonhada borboleta que voa para liberdade...

Em alguns momentos o filme de Burton remete ao clássico animado da Disney. O 3D ainda me irrita um pouco os olhos mas proporciona momentos extraordinários. Os coelhos, ratos e sapos falantes, os “monstros” e principalmente os irmãos gordinhos com cabeça de ovo são criaturas apaixonantes que povoam esse filme repleto de emoções quentes e com a força de velhos clássicos como A História sem Fim e Labirinto.

Escrito por Marcelo Carrard às 14h03
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