A NOITE EM QUE O PORTO DOS MORTOS ENCONTROU SEU PÚBLICO
A chegada do Davi Pinheiro e do Isidoro em São Paulo foi no dia 8, fazia quatro anos q eu não via o Davi, a quem devo ao menos duas oportunidades q me marcaram muito, como o Convite para participar da Sessão Comentada de SUSPIRIA, no Primeiro FANTASPOA, e da longa palestra q eu dei sobre Dario Argento, creio q no segundo FANTASPOA. Nessas duas oportunidades fiz amigos q eu considero muito e foi muito prazeroso esse convívio com amigos q compartilham o amor incondicional pelo Cinema Fantástico. Sempre é importante nunca esquecer de quem nos ajudou, nos deu uma chance, mesmo q o tempo passe, as coisas mudem, pois como diz o velho Ditado: “Quem não tem Gratidão, não tem Caráter”.
Então, no dia 8 jantamos juntos em um lugar q eu adoro aqui perto de casa na Rua Augusta, o Club Noir. Entre cervejas e massas e panquecas coversamos muito sobre Cinema, eu o Will, o Pedro, o Davi, o Isidoro, o Raphael Draccon, a Liz Marins, o Edu e a Vivi Amaral. Foi muito legal, o clima estava muito tranqüilo, tudo em paz...
Ontem dia 9, foi a Sessão de Porto dos Mortos, em sua estréia mundial, com o tempero especial da matéria q saiu na FANGORIA sobre o filme essa semana, onde foi destacado também o CINEFANTASY. O meu xará editor do Boca do Inferno estava por lá, o Ronald Perrone, o Felipe Guerra, o Kapel, o Leopoldo e a Cris, o Caraça, muitos amigos, muita gente interessada no filme, curiosos e afins. Assisti o filme ao lado do Raphael e da Liz e confesso q não tinha idéia do q seria projetado, pois tudo começou como um filme de zumbis e acabou se tornando um filme de difícil classificação. Antes da projeção de Porto dos Mortos, passou um Teaser de PÓLVORA NEGRA do Kapel, q parece ser muito interessante. O filme do Davi tem a ambição de, entre outras coisas, retratar o mundo pós apocalíptico, tema de uma infinidade de filmes. O silêncio onipresebnte, as locações bem escolhidas, conseguem construit essa atmosfera. O som do filme é muito bom e ainda deve sofrer alguns ajustes. O protagonista com seu carro preto me pareceu uma espécie de Mad Max, q volta e meia empunha uma espada ninja estilizada. Com certeza é o personagem melhor construído. Os seres q ele cruza em seu caminho acabam guiando a história para o universal tema da vingança q se imprime de maneira mais dramática no confronto final do protagonista. Os incômodos estão na personagem feminina q sussurra o tempo todo, muito ruim, mal aproveitada com todas as possibilidades q uma vilã pode oferecer, tanto em termos de atuação, qto em termos de construção da personagem. Outro problema é o uso de linguagem regional, qdo a intenção para mim era de situar a trama em um lugar indefinido. Nos comentários pós sessão era uma unanimidade a “Cena da Banheira”, sensacional. Uma grande sacada do roteiro.
Porto dos Mortos não é um filme de zumbis e nem um filme sobre o “Fim dos Tempos” ao estilo de “Eu Sou a Lenda”. È um filme muito pessoal, q tem falhas sim, q tem suas qualidades, sim, como em todo primeiro longa-metragem de um Diretor. Com um roteiro hermético, com momentos confusos em termos temporais, mas com seus méritos pela coragem de se expor, de dar a cara pra bater, de assumir riscos, de tentar fazer no Brasil Cinema de Gênero. Resumidamente é isso q eu teria para dizer. O CINEFANTASY se encerra no Domingo, tenho uma tensa reunião no sábado para decidir os vencedores da categoria Longa-Metragem... mas vamos em frente...


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